Friday, March 03, 2006
19/02/06
Já passava do meio dia e meia quando acordei, o que é perigoso em França onde as cantinas fecham normalmente à uma da tarde. O Leandro acordou-me porque o Ricardo e o Nelo já estavam à porta da penitenciária. Quando cheguei cá abaixo, e para minha surpresa, para além deles os dois estava também toda a gente da festa do dia anterior, cada um sentado na sua veló (bicicleta). Todas as bicicletas compradas na popular feira matinal de domingo aqui em Toulouse, a feira de St Sernin, onde por cerca de 35 euros se pode adquirir uma bicicleta a um marroquino (roubada, como o preço indica!). Todos estavam de bicicleta à excepção do Caio, que se tinha aleijado no joelho a fazer ski nos pirinéus no dia anterior. Dei-lhe boleia a ele e ao Leandro. Assim que entrou no carro soltou com a boa disposição que caracteriza os brasileiros: "Nossa! Como eu estou ficando chique com esses portugueses de carro para a cantina! Você tem de mudar de habitação Luis, é que carro e tripode não bate certo!". Não se comeu mal na cantina, uns crepes de carne, oui, trés tipique! Os crepes foram acompanhados de carotte (cenoura), que em França, pelos vistos, acompanha todos os pratos. Na cantina conheci o Tony, um Angolano porreiro que me ofereceu uma cerveja gelada caso eu aparece-se no Bar do INSA para ver o rugby com ele (O Stade Toulousain já foi campeão europeu uma vez e campeão de frança 12 vezes), Toulouse tem muita tradição em rugby. À chegada ao Tripode depois de almoço conheci o Arabe (com turbante e tudo) Ricky e soube a origem das rezas que se ouvem até às 2 da manhã e que não deixam dormir ninguém. Depois de uma siesta fomos até ao centre ville conhecer um conhecido do Leandro (nuno) que veio para França, como tantos portugueses (estarei incluido neste grupo?), à procura de uma vida melhor. Tem tido algumas dificuldades em arranjar emprego na sua àrea (soldadura) e por isso tem trabalhado nas obras. É preciso é ter coragem como a dele pensei. "Que vida tão dura, que diabo!". À vinda da cantina à noite demos boleia a um vietnamita (existem muitos a estudar em Toulouse) que se queixou das mulheres Francesas: "They don't fall deep in love" dizia ele. Será? Quem sabe... Contou-nos também que à 6 meses que não ia ao Vietnam e queixou-se ainda do sistema de ensino Francês: "You'll find out by yourself how bad it is".
Já passava do meio dia e meia quando acordei, o que é perigoso em França onde as cantinas fecham normalmente à uma da tarde. O Leandro acordou-me porque o Ricardo e o Nelo já estavam à porta da penitenciária. Quando cheguei cá abaixo, e para minha surpresa, para além deles os dois estava também toda a gente da festa do dia anterior, cada um sentado na sua veló (bicicleta). Todas as bicicletas compradas na popular feira matinal de domingo aqui em Toulouse, a feira de St Sernin, onde por cerca de 35 euros se pode adquirir uma bicicleta a um marroquino (roubada, como o preço indica!). Todos estavam de bicicleta à excepção do Caio, que se tinha aleijado no joelho a fazer ski nos pirinéus no dia anterior. Dei-lhe boleia a ele e ao Leandro. Assim que entrou no carro soltou com a boa disposição que caracteriza os brasileiros: "Nossa! Como eu estou ficando chique com esses portugueses de carro para a cantina! Você tem de mudar de habitação Luis, é que carro e tripode não bate certo!". Não se comeu mal na cantina, uns crepes de carne, oui, trés tipique! Os crepes foram acompanhados de carotte (cenoura), que em França, pelos vistos, acompanha todos os pratos. Na cantina conheci o Tony, um Angolano porreiro que me ofereceu uma cerveja gelada caso eu aparece-se no Bar do INSA para ver o rugby com ele (O Stade Toulousain já foi campeão europeu uma vez e campeão de frança 12 vezes), Toulouse tem muita tradição em rugby. À chegada ao Tripode depois de almoço conheci o Arabe (com turbante e tudo) Ricky e soube a origem das rezas que se ouvem até às 2 da manhã e que não deixam dormir ninguém. Depois de uma siesta fomos até ao centre ville conhecer um conhecido do Leandro (nuno) que veio para França, como tantos portugueses (estarei incluido neste grupo?), à procura de uma vida melhor. Tem tido algumas dificuldades em arranjar emprego na sua àrea (soldadura) e por isso tem trabalhado nas obras. É preciso é ter coragem como a dele pensei. "Que vida tão dura, que diabo!". À vinda da cantina à noite demos boleia a um vietnamita (existem muitos a estudar em Toulouse) que se queixou das mulheres Francesas: "They don't fall deep in love" dizia ele. Será? Quem sabe... Contou-nos também que à 6 meses que não ia ao Vietnam e queixou-se ainda do sistema de ensino Francês: "You'll find out by yourself how bad it is".

