Tuesday, October 17, 2006
Fazendo um apanhado dos ultimos 15 dias posso começar por dizer que finalmente (faz hoje 3 dias) tenho um apartamento, e deixei a vida nómada das primeiras 2 semanas. Depois de estar no tripode C no quarto do Caio, primeiro partilhado com ele e depois sozinho, depois de uma noite no chão do quarto do Ricky no tripode B, depois de 2 noites no hotel formula 1 de ramonville e depois de 1 noite no formula 1 de blagnac finalmente estou a viver num sitio a que posso chamar casa. Devo ainda dizer que durante todo este tempo tive bastante medo que me assaltassem o carro, que estava completamente cheio com as minhas coisas, desde a bagageira até aos bancos de trás, o carro estava inclusivé a beber mais por estar tao pesado. Agora vivo na casa que mostro nas imagens abaixo com o Leandro e com a Inês. A casa não tinha quase nada mas fomos ao IKEA comprar uns móveis, que custam o mesmo que uma refeiçao num restaurante françês. O móvel que eu comprei custou 25 euros. A inês comprou um armário grande por 35 euros. Tambem gastámos algum dinheiro para dividir a outra divisao num quarto para o Leandro e numa micro sala de jantar, onde temos uma mesa.




Apesar de estarmos cá há pouco tempo já fizemos um jantar para o qual convidei o mexicano Santiago, a libanesa Desir (esteve no libano durante a guerra), o indiano Ricky e os dois brasileiros, o Caio e o Zeca que não puderam aparecer por já terem bilhetes para um concerto. A refeição foi feita por mim, tagliatelli com molho de tomate e mozzarella, o vinho era português, mas o que foi mesmo apreciado foi um vinho do porto LBV que o meu pai me deu para oferecer ao professor que me aceitou para estágio, mas que entretanto constatei num dos meus livros de vinho que era bom demais para ser oferecido. Quinta do vale d'Agodinho 2000 LBV. Ainda tenho poucos anos de vinho mas os suficientes para concordar com os convidados, era mesmo sublime.





Neste post aproveito para mostrar algumas imagens do nosso posto de trabalho no Centre national de recherche Scientifique, um escritório privilegiado com vista panoramica sobre o canal do midi, patrimonio mundial da UNESCO e segunda maior construcao artificil a seguir à muralha da China.




Tenho de dar uma vista de olhos com mais atenção no lixo informatico do CNRS, pareceu-me existir por lá muita coisa boa, monitores de 19 polegadas, oscilóscopios, para eles é lixo, d'accord (ok)!

Não é ainda, e nunca será a minha garrafeira de Aveiro, mas já é um príncipio. Agora é esperar quegarrafas que estiveram 2 semanas na mala de um carro ainda estejam boas. Como fez frio estou optimista.

Para acabar deixo uma foto que ilustra o regresso à rotina de Toulouse, a espera por uma maquina de lavar vazia!


